Tecnologias e conectividade serão essenciais no setor para ampliar a experiência dos turistas

O turismo foi um dos segmentos mais atingidos pela pandemia, e mudanças são esperadas para o futuro. O setor já estava desatualizado com relação às tecnologias antes mesmo da Covid-19 chegar e, agora, essa deficiência se tornou ainda mais evidente. Além disso, alguns padrões do mercado terão que ser revistos, pensando na saúde e bem-estar dos turistas.

A comunicação efetiva e transparência com clientes sobre medidas de higiene adotadas, políticas de cancelamento e reembolsos mais flexíveis, além da adoção de tecnologias sem contato, são tendências identificadas no setor.

A turismóloga Aline Martinhago, que presta consultoria para o grupo T2I, detectou, com sua experiência de mercado, que o uso de canais digitais online e off-line será essencial para permitir uma melhor conectividade e experiência do usuário. “Com o avanço da Inteligência Artificial, os dados do viajante podem ser utilizados mediante consentimento para personalização de roteiros e destinos. Também é esperado que as atrações sejam adaptadas para garantir o distanciamento físico,” diz Aline.

Segundo a turismóloga, a autonomia do usuário no destino e a possibilidade de conhecer os pontos turísticos sozinho são fatores importantes nesse novo panorama do turismo. Alguns museus já possuem aplicativos com informações sobre o que o visitante pode ver no espaço, como o museu do Louvre, em Paris, que disponibiliza imagens de suas principais exposições. O museu do amanhã, no Rio de Janeiro, também conta com um app que oferece informações e curiosidades da sua história e de suas exposições.

O aplicativo Neelo do grupo T2I, por exemplo, possibilita ao turista fazer visitas autoguiadas a pontos turísticos, pois ele mostra informações dos locais em qualquer lugar do mundo, apenas pela proximidade do usuário ao monumento. A tecnologia funciona por meio de dispositivos instalados no local que detectam a presença de um aparelho habilitado, disponibilizando as informações no aplicativo para o usuário navegar. A troca de dados é via Bluetooth, não sendo necessária a conexão com internet.

Além disso, o aplicativo será instalado na Vila A, bairro da cidade de Foz do Iguaçu que está passando por diversas adaptações para receber tecnologias que o tornarão o primeiro bairro público inteligente do país. O projeto é promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em parceria com a Itaipu Binacional, a prefeitura de Foz do Iguaçu, e a Companhia Paranaense de Energia (COPEL).

O objetivo do Grupo T2I é alavancar a área de projetos em turismo dentro do fator BLE, uma das empresas do grupo. Assim como o Neelo, que já é um projeto à frente do seu tempo, a empresa pretende investir em novas tecnologias para o segmento e o estudo dessas tendências, além da contratação da profissional da área, que irá auxiliar nessa empreitada.

Grupo T2I

Grupo composto por quatro empresas do ramo de tecnologia, com sede em Curitiba e fundação em 1992. Fator Mob, Fator BLE, Fator Sphera e Quântika oferecem soluções dentro das áreas de transporte e mobilidade, IoT (internet das coisas), Bluetooth Low Energy, Smart Cities, aplicativos, ambientes de inovação e outras áreas que envolvam tecnologia e integração de sistemas. Dentre os produtos que se destacam no portfólio do grupo está o Neelo App, aplicativo destinado ao ramo de turismo, que permite ao visitante acessar informações complementares de um ponto turístico por meio de uma conexão Bluetooth.