Cidade com pouco menos de 4 mil habitantes parece agradecer uma trégua do grande fluxo de turistas que recebe normalmente.

Pontos turísticos como o Lago de Jaguara (formado em 1971 com a construção da Hidrelétrica), a ponte que dividi os estados de São Paulo e Minas Gerais, a orla da praia artificial e o teatro de arena foram fotografados sem nenhum turista ou morador. As fotos foram compartilhadas no Instagram do Turismo Rifaina. Projeto que fomenta, há mais de 10 anos boas práticas para o desenvolvimento do turismo com bases sustentáveis.

“é tempo de reflexão, estamos no começo da pandemia e de uma crise econômica financeira que impactará diretamente o turismo.”

Mas, de certa forma, no final de tudo isso é válido refletir sobre impactos de grande monta quanto ao turismo de massas, a especulação imobiliária e outras demandas de grande quantidade causadas, exatamente, pela aglomeração de pessoas.” completa Ernani Baraldi fundador do projeto.

Rifaina, como todos já conhecem, é uma cidade que nos últimos anos vem recebendo investimentos imobiliários: prédios, loteamentos, resorts e marinas. Entretanto, a contrapartida é o aumento significativo de visitantes – saltando dos quase 4 mil habitantes – a população flutuantes chega em feriados prolongados como réveillon – a quase 15 mil pessoas. Um fluxo que, obviamente insere divisas no comércio mas, é preciso olhar com sensibilidade o aumento de acidentes de lanchas, lixo, consumo de drogas, prostituição entre outras coisas não tão positivas, se tratando de um turismo, como salienta Baraldi, com bases sustentáveis.

As fotos que viralizaram mostram aquela cidade pacata, “embora em tempos difíceis, mas com um apelo de reflexão, não seria hora de olhar o futuro da pequena notável e toda sua microrregião, ou precisará de um vírus chamado: planejamento sustentável. A natureza agradece essa pausa!